domingo, 6 de março de 2011

RECORDO!

Recordações! Recordações do tempo em que me rodeava o verde: o uniforme! O Colégio, a entrada, o hall, as salas, uma alegre mancha verde. Gostava de vestir o uniforme. Sentia-me bem com ele. Gostava de me ver de uniforme. Orgulho? Também! Era prático e também me ficava bem.  
Recordações para ser publicado neste primeiro número do BLOG! Que honra a minha! 

Sim. Recordo… Como a nossa mente é misteriosa. Como um raio de luz veio-me à memória toda uma imagem!  

Recordo, sim, os poemas que decorámos. Nas aulas de … Estudo Acompanhado. Sim. Decorávamos poemas, quadras populares, sonetos: Balada da Neve, O mostrengo, A moleirinha, etc. Neve no Algarve, muito comprido, que quase ninguém conseguiu decorar até ao fim. Fizemos despiques, concursos, “shows”. A Prof. entusiasmava-nos.
Lembro-me de um show para as empregadas, no hall … Dissemos o melhor que soubemos, quadras populares e em despique… Elas ficaram encantadas e nós… orgulhosas. 

Foi divertido. Aprendi. Gostei mesmo. Deixo aqui o poema que decorei, que ainda repito, ainda o sei de memória e que recordo e, penso que vem à propósito para esta inauguração do BLOG.

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!


Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar! 

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não  é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,

Mas nele é  que espelhou o céu.

Obrigada por este convite, esta oportunidade de dizer, escrever, o poema que tantas vezes recordo,   

Maria