Aproveitámos
o facto de termos a mãe de uma antiga aluna numa das bancas para a
entrevistar…
Maria
José Abreu Pereira
57
anos
1
filha, 2 filhos e 1 neto
Dedica-se
aos artigos de decoração - “Pano Papel & Companhia”
Como
mãe de uma antiga aluna, o que é que mais a marcou no Colégio?
Sem
dúvida que foi a ajuda na educação. Principalmente o método de trabalho
que é proposto às alunas e o preceptorado, que não se encontra em
mais sítio nenhum, foram um complemento muito valioso à educação
que dávamos em casa.
Tem
uma filha e dois filhos, e todos estudaram nos colégios da Fomento.
Mas será que gostaram?
Sim,
todos gostaram de cá andar. Os três são da opinião que ganharam uma
capacidade de trabalho que provavelmente não teriam adquirido se tivessem
estudado noutro local. O mais velho sente que a partir do 10º ano o
ensino devia ser misto, o que lhe teria facilitado o convívio com as
raparigas, mas em contrapartida o mais novo não teve qualquer problema
nessa área!
Na
sua opinião como mãe, em que é que os colégios mais marcaram
os seus filhos?
A
capacidade de trabalho e a perseverança. Os meus filhos foram alunos
medianos nos colégios e foi no ensino superior que se destacaram nos
estudos. O mais novo está a estudar Arquitectura em Inglaterra
e diz que isso se deve ao rigor e à exigência do colégio. São também
muito poupados. Sinto que a educação dos meus filhos foi um investimento,
uma aposta da qual não se arrepende.
Pais
e filhos gostaram da passagem pelos colégios. Mas é apenas uma
boa memória que pertence ao passado?
De
todo. Os meus filhos continuam a dar-se com os antigos colegas, alguns
dos quais se tornaram amigos para a vida, sendo até padrinhos
de casamento e dos filhos dos amigos, por exemplo. Nos tempos do colégio,
a minha filha pertencia ao “grupo das sete magníficas”, com as
quais ainda mantém relações de amizade. Como família, começámos
a relacionar-nos com outras famílias do colégio e essas relações
de grande amizade perduram até ao dia de hoje. Pertencemos à colaboração
familiar e eu fui sempre encarregada de turma dos meus filhos.
Gostaria
de dar algum conselho às antigas alunas que são mães?
Sim,
claro. Acima de tudo gostaria de partilhar o meu testemunho de vida
e dizer-lhes que compensa abdicar de uma profissão e carreira para
se dedicarem mais à família, filhos, marido e família alargada. Neste
momento é este o meu voluntariado, dar assistência aos meus pais que
já estão na casa dos oitenta. E não tenham receio, porque se podem
fazer imensas coisas, estudar e aprofundar temas, para além das tarefas
domésticas. É tudo uma questão de método e de organização. Esta
minha escolha é uma forma de ajudar a família e de economizar, por
exemplo, nas refeições, pois passam a ser caseiras. No meu caso optei
por fazer estes trabalhos manuais. É um trabalho útil e um acréscimo
ao rendimento, para além de ser uma forma de se desenvolver aptidões
e talentos.