segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Entrevista à Mãe Abreu Pereira

Aproveitámos o facto de termos a mãe de uma antiga aluna numa das bancas para a entrevistar… 

Maria José Abreu Pereira

57 anos
1 filha, 2 filhos e 1 neto
Dedica-se aos artigos de decoração - “Pano Papel & Companhia” 

Como mãe de uma antiga aluna, o que é que mais a marcou no Colégio?
Sem dúvida que foi a ajuda na educação. Principalmente o método de trabalho que é proposto às alunas e o preceptorado, que não se encontra em mais sítio nenhum, foram um complemento muito valioso à educação que dávamos em casa.

Tem uma filha e dois filhos, e todos estudaram nos colégios da Fomento. Mas será que gostaram?
Sim, todos gostaram de cá andar. Os três são da opinião que ganharam uma capacidade de trabalho que provavelmente não teriam adquirido se tivessem estudado noutro local. O mais velho sente que a partir do 10º ano o ensino devia ser misto, o que lhe teria facilitado o convívio com as raparigas, mas em contrapartida o mais novo não teve qualquer problema nessa área! 

Na sua opinião como mãe, em que é que os colégios mais marcaram os seus filhos?
A capacidade de trabalho e a perseverança. Os meus filhos foram alunos medianos nos colégios e foi no ensino superior que se destacaram nos estudos. O mais novo está a estudar Arquitectura em Inglaterra e diz que isso se deve ao rigor e à exigência do colégio. São também muito poupados. Sinto que a educação dos meus filhos foi um investimento, uma aposta da qual não se arrepende. 

Pais e filhos gostaram da passagem pelos colégios. Mas é apenas uma boa memória que pertence ao passado?
De todo. Os meus filhos continuam a dar-se com os antigos colegas, alguns dos quais se tornaram amigos para a vida, sendo até padrinhos de casamento e dos filhos dos amigos, por exemplo. Nos tempos do colégio, a minha filha pertencia ao “grupo das sete magníficas”, com as quais ainda mantém relações de amizade. Como família, começámos a relacionar-nos com outras famílias do colégio e essas relações de grande amizade perduram até ao dia de hoje. Pertencemos à colaboração familiar e eu fui sempre encarregada de turma dos meus filhos. 

Gostaria de dar algum conselho às antigas alunas que são mães?
Sim, claro. Acima de tudo gostaria de partilhar o meu testemunho de vida e dizer-lhes que compensa abdicar de uma profissão e carreira para se dedicarem mais à família, filhos, marido e família alargada. Neste momento é este o meu voluntariado, dar assistência aos meus pais que já estão na casa dos oitenta. E não tenham receio, porque se podem fazer imensas coisas, estudar e aprofundar temas, para além das tarefas domésticas. É tudo uma questão de método e de organização. Esta minha escolha é uma forma de ajudar a família e de economizar, por exemplo, nas refeições, pois passam a ser caseiras. No meu caso optei por fazer estes trabalhos manuais. É um trabalho útil e um acréscimo ao rendimento, para além de ser uma forma de se desenvolver aptidões e talentos.