Breve Resumo da Apresentação Realizada no Jantar da AAAMR de 2014
Vivemos hoje tempos de grandes desafios...será que não há lugar para um olhar fresco e apreciativo sobre a realidade? Engano! Pois estudos científicos destes mesmos tempos, e, através de uma área do saber denominada de Psicologia Positiva, vêm reconhecer a importância e a eficácia de nos focarmos naquilo que funciona bem e nas soluções, por contra ponto ao foco nos problemas. A Psicologia Positiva estuda assim áreas tão interessantes como por exemplo a Gratidão, a Esperança, o Sentido de Humor, a Resiliência, a Escuta Ativa Construtiva, o Otimismo, a Felicidade, as Emoções Positivas, entre outros temas. Esta área do saber reconhece que somos seres virtuosos e que fazer aquilo que amamos potência o nosso desenvolvimento e amplia a qualidade do nosso desempenho, contribuindo para a nossa realização. Até porque os talentos se conquistam na sua grande maioria através de muito trabalho e esforço, pelo que dormir e brincar se revela indispensável. Longe de ser um bem para todos os males, e nunca negando o sofrimento, a Psicologia Positiva através das suas abordagens propõe trabalho e cultivo por forma a que o nossa vida floresça. A questão do foco levou-nos a uma reflexão sobre aquilo que verdadeiramente os nossos olhos vêem quando olhamos, por exemplo, para uma gaiola vazia...ou será um pássaro livre?! Refletimos ainda sobre o impacto positivo dos relacionamentos significativos, as amizades e os vínculos ao longo da vida. Refletimos sobre a forma de andar...de estar e como comunicamos com os outros: não nos vamos esquecer da história das galinhas que perceberam que pela Escuta Ativa Construtiva criaram uma relação positiva uma com a outra! A juntar a estes ingredientes, temos a importância de acreditarmos profundamente naquilo que queremos e fazemos dando aquele toque que é afinal a nossa originalidade. Mesmo em contextos adversos e onde a dor não se faz rogada...podemos escolher até certo ponto qual o nosso foco. Precisamos de tempo para viver as nossas vidas e por isso equilibrar o trabalho com os amores revela-se muito pertinente. Tão pertinente como nos descentrarmos de nós próprios e abraçarmos o eu que há no outro, porque as relações tecem-se, isto é: constroem-se e são o melhor investimento. Vamos ligar o On porque é tempo de SER.
Maria Alexandra Araújo - Antiga Aluna do Colégio Mira Rio